Friday, 26 August 2016

Quebra-Pedra (Phyllantus niruri)

O QUEBRA-PEDRA, ou erva-pombinha, Phyllantus niruri (Phyllanthaceae), por vezes considerada uma "erva daninha" é uma planta medicinal de fácil acesso, sendo suas folhas, sementes e raízes utilizadas como diuréticas, para problemas do fígado, icterícia,cólicas renais, moléstias da bexiga, retenção urinária e para reduzir níveis de açúcar e ácido úrico do sangue e de cálcio urinário (reduzindo a formação e crescimento de cálculos renais).
Também é bactericida,  antimalárica e sedativa.

Como usar
Parte utilizada: Toda a planta.
Dose: 10 gramas para um litro de água, abafar por 10 minutos quando alcançar fervura; tomar duas a três xícaras por dia por até 21 dias.

Cuidados e contraindicações
Não deve ser consumida por gestantes, lactantes e crianças pequenas, nem por mais de três semanas seguidas, pois seus efeitos diuréticos fazem com que o corpo possa ficar desmineralizado.

Referências e maiores informações em
Phyllantus sp. <http://www.iiap.org.pe/cdpublicaciones2011/documentos/pdf/piba/pu/22.pdf> Acesso em 12/01/2016.
Quebra-pedra <https://pt.wikipedia.org/wiki/Quebra-pedra> Acesso em 12/01/2016.
Quebra-pedra <http://www.tuasaude.com/quebra-pedra/> Acesso em 12/01/2016.
BALBACH, A. As plantas curam. São Paulo: Editora M. V. P., 1969. Pág. 311.
Centro de Informações sobre Medicamentos, Plantas Medicinais e Tóxicas, Universidade Federal de São João del Rei <http://www.ufsj.edu.br/…/cim…/Edicoes%203/CIMPLAMT_ed_11.pdf> Acesso em abril/2016.

Thursday, 18 August 2016

Cana do brejo

Retenção de líquidos, inchaço, dores e problemas renais, infecções urinárias ou retenção de menstruação... disfunções comuns às mulheres, que deixam de mau humor, desconfortáveis e sem saber o que fazer, mas a ‪#‎CuraEstáNaNatureza‬!

Você já ouviu falar de CANA DE MACACO, CANA DO BREJO, ou ainda POBRE-VELHO? É uma planta medicinal, ornamental e alimentícia, para ser utilizada em forma de chá (7 a 10 folhas para um litro de água), comida crua em saladas ou em forma de suco verde e até para ser utlizada em drinks! 


Usos medicinais
É diurética, tônica, emenagoga (estimula o fluxo menstrual), diaforética (estimula a sudorese), indicada para problemas renais, nefrite, cálculos, sífilis, entre outros.

Saiba mais
Os professores Moacir Biondo e Valdely Kinupp explicam sobre os usos da CANA ÁGRIA e outras PANCS (plantas alimentícias não-convencionais) nessa 4ª temporada do ‪#‎ErvasEPlantas‬, neste vídeo.

E, pra quem quer saber ainda mais: um outro vídeo do professor Biondo, sobre a Cana do Brejo e outras plantas medicinais da Amazônia!


Imagem: sarzedoecologia.blogspot.com

Wednesday, 17 August 2016

Chicha!


 Figura 1: Gil apreciando uma Chicha de jora em Pisac
A Chicha é um fermentado natural de um milho amarelo peruano, e pode conter entre 1 a 3% de álcool. Sua elaboração é considerada uma arte e cada pessoa tem sua própria receita e maneira de fazê-la, o que faz com que nenhuma chicha seja igual à outra, tanto em questão de gosto quanto em nível de fermentação (e algumas pessoas podem ser muito reservadas quanto à revelar seu método de preparo).
Ainda que sua origem lendária seja muito humilde, a chicha se converteu na bebida predileta das pessoas de grande nobreza e até hoje é utilizada em cerimônias místico-religiosas em honra às divindades (wacas) e aos espíritos das montanhas (apus). É a ponte de comunicação entre a natureza (sallqa), a comunidade humana (runas) e as divindades (wacas). Nos andes, era utilizada pelos incas em suas cerimônias e festas religiosas, e ainda hoje é a bebida utilizadas nos pagos a la tierra, nas festas pátrias, velórios, casamentos, aniversários. Uma bebida que une as pessoas.
O básico para fazê-la seria o Maiz de jora, e a água. Algumas pessoas que acrescentam cravo, cevada, 7 farinhas, mais ou menos açúcar, canela, morangos, cenoura, quinoa… Existem tantas chichas quanto pessoas na região de Cusco hahahaha.

Figura 2: Chicha de Quinoa no Mercado San Blás, Cusco

Uma das maneiras de fazer uma Chicha de “Jora” (milho)

-Selecionar os grãos de milho;
-Deixá-los de molho;
-Escorrê-los;
-Deixá-los germinar;
-Colocar no sol;
-Moê-los;
-Cozinhá-los, movendo sempre para que não se queimem, por 8 horas, sempre acrescentando água para que se mantenha no mesmo nível;
-Deixá-los fermentar por 2 (cor pardo-escuro) a seis dias (cor amarela ou pardo-claro) em tachos de cerâmica, movendo no mínimo uma vez por dia para que haja mais ar;
-Coar com voal, coador de pano (fibra de algodão) ou de “ichu” (palha);
-Acrescentar açúcar mascavo (opcional e pode ser feito antes da fermentação para acelerar o processo);
-Acrescentar água (opcional e/ou caso esteja muito espessa – varia conforme o gosto de quem faz);
-Colocar morangos e bater no liquidificador (opcional, para aqueles que apreciam a frutillada, Chicha com morango);
-Apreciar !! (preferencialmente com outras pessoas, para que não se perca o caráter social da Chicha!).

Figura 3: Chicha de zanahoria (cenoura) no Mercado Modelo de Puerto Maldonado
A Chicha é rica em probióticos, e se observa que as pessoas que a consomem com certa frequência estão menos propensas a ter diarreias e outras afecções intestinais e tem uma melhor qualidade de flora intestinal, o que as confere melhor imunidade e absorção de vitaminas e minerais. É um alimento bastante nutritivo e energético e acredita-se também que a Chicha seja benéfica para a próstata, para doenças do coração e do fígado e para depressão.


Muitos não-peruanos, quando viajam ao Peru, já tem um ideia pré-concebida do que é esse fermentado, o que os faz ter um certo nojo de provar a Chicha, por acreditarem ser um fermentado obtido a partir do cuspe de quem o produz. Desde já deixamos claro que nem todas as chichas alcoolicas são cuspidas. Só as melhores ;) Algumas são deixadas para fermentar em tachos de barro ou garrafas enterradas, outras ao ar livre, outras cobertas com um tipo de palha, outras com açúcar… Como já dissemos, cada um tem sua receita!
Figura 4: Tomando Chicha e conversando em Pisac!
Para nós, fazer parte das comunidades e cidades que visitamos inclui almoçar nos mercados populares (sopa + prato principal + refresco/chá a partir de s./ 4, algo como R$ 4 atualmente), conversar em espanhol com as pessoas, aprender o Quechua e, é claro, tomar Chicha em copos de 750ml (s./ 1 = R$ 1), em pequenos estabelecimentos muito acolhedores de chão batido, paredes de adobe, forro de madeira e teto de telhas de barro com os locais! Você já experimentou a Chicha? Conte-nos sua experiência!

Figura 5: Mamita que faz uma das melhoras Chichas de Pisac ;)
"¡Sulpaikichi!" (uma das muitas maneiras de dizer “Gracias” em Quechua)

Referências
Entrevistas à pessoas que fazem chicha na cidade de Cusco e Pisac (e, diga-se de passagem, enquanto apreciávamos distintos tipos de Chicha e conversávamos com as mais diversas pessoas sobre os mais diversos assuntos);
https://plantitas.wordpress.com/2008/09/03/chicha-de-jora-un-regalo-de-los-incas/
Imagens: Arquivo pessoal, Peru, 2016.

Saturday, 13 August 2016

Embaúba (cecropia spp.)

A Embaúba (cecropia spp.), árvore de tronco oco onde habitam formigas, é uma pioneira de uso muito comum em reflorestamentos, pois cresce rápido e é chamariz para diversos tipos de animais, e aceita solos ácidos e neutros, com constituição variando de arenosa a argilosa ou até pedregosa.

Algumas propriedades medicinais da embaúba:

  • Adstringente;
  • Antidiabética;
  • Anti-hemorrágica;
  • Antiasmática;
  • Antisséptica;
  • Analgésica;
  • Cardiotônica;
  • Cicatrizante;
  • Descongestionante;
  • Diurética;
  • Expectorante;
  • Hipotensora;
  • Tônica.

Foto: Arquivo pessoal

Como usar:
- Infusão (três colheres de sopa de folhas e talos secos para 1l de água): toma-se três xícaras ao dia (com limão e mel), para aliviar a asma, pneumonia, bronquite, amidalite, tosse, como expectorante e para outras afecções pulmonares, para reduzir espasmos, inflamações e sangramentos, como bactericida, fungicida e analgésico. Também estimula a menstruação e a produção de urina, auxiliando em outras afecções do sistema urinário e reprodutor feminino; é um laxante leve; seca secreções; regula a diabetes, a hipertensão, é tônico para o fígado, anti-malárico, estimula a produção de bilis; usado contra cancêr e doença de Parkinson.

Outros usos medicinais e curiosidades!

Em Trinidad e Tobago, a cecropia peltata é mascada e dada aos cães que sofreram picadas de serpente como remédio de emergência. Também é usada em casos de picada de escorpião e de formigas.
Em Cuba há uma espécie que produz um látex corrosivo e adstringente, utilizado topicamente contra verrugas, calos, herpes e outras doenças venéreas.
Em alguns países da América do Sul, as cinzas das folhas são utilizadas no preparo do Ipadu (mambe na Colômbia), um estimulante suave à base de folhas de coca.
É bastante utilizada em cosméticos por deixar a pele mais macia e brilhosa.
Outros nomes: No Peru: Cetico; Na argentina: Ambay; Na colômbia: Yarumo.

Referências:
<http://www.rain-tree.com/cecropia.htm#.VmB7j7iDGkp> Acesso em 03/12/2015.
<https://pt.wikipedia.org/wiki/Emba%C3%BAba_(%C3%A1rvore)> Acesso em 03/12/2015.
<http://www.aeci.org.pe/publicaciones/store/pub.53.pdf >  acesso em 04/12/2015.
http://www.remedio-caseiro.com/cha-de-embauba-e-seus-beneficios/ acesso em 10/08/2016.

Friday, 12 August 2016

“A folha de Coca não é droga” Visita ao Museo de la Coca, Cusco, Peru

A folha de Coca não é droga”
Resgate dos saberes ancestrais como meio de descriminalizar a folha sagrada

O ato de Chacchar, coquear, mambear, pijchar, etc, transcende o mero mastigar coca por matar a sede, fome ou cansaço; é um ato ritual com profundas conotações sociais, já que perpetua as tradições culturais e une as pessoas.” - Museo de la Coca, Cusco, Peru.

Visita ao Museo de la Coca, Cusco, Cusco, Peru

Depois de mais de duas horas buscando, dando voltas e voltas pelo bairro San Blas, com diversas informações divergentes sobre a localização do museu (incluindo algumas que diziam que ele já não existia mais), finalmente encontramos o MUSEO DE LA COCA, na Plaza San Blas, 618.
Um pouco escondido, no segundo andar de um pequeno prédio, está o Museo da Coca, que conta um pouco da história da folha sagrada dos Incas, desde seu uso tradicional até sua utilização e comercialização como narcótico. Aí também se podem encontrar informações sobre os usos medicinais e a informação nutricional das folhas de coca e diversos artigos feitos à partir das folhas ou do extrato e da farinha das folhas.
A entrada custa s./ 5 para estudantes e s./ 10 para não-estudantes e os posteres explicativos estãoem inglês e espanhol e a visita pode ser guiada por uma atendente que fala essas duas línguas e o Quechua norteño.

Um pouco sobre a história da civilização Inca e a Coca, de acordo com o Museo de la Coca

Denominação comum às plantas da família Erythroxylaceae, originária da América do Sul, encontrada em maior densidade nas áreas que hoje formam Bolívia, Peru, Colômbia e Venezuela, se refere à mais de 450 espécies de arbustos cuja altura pode variar de 1,5 a 6m

5.000 a.C. - Indígenas nomades utilizavam Coca e Cal
4.000 a.C. - Na cultura de Caral se encontram vestígios de Coca.
600 – 360 a.C. - Nas culturas pré-incas Nazca e Mochica, se registra o uso de Coca em cerimônias e Chuspas.
1200 – 1475 – Os incas utilizavam azeite de coca para cirurgias de tumores cerebrais.
1573 – Nas minas de Potosí se consumia coca equivalente a 450kg de ouro por ano.
1601 – Garcilazo de la Vega em los “Comentários reales” escreve um capítulo “La Coca y el Tabaco”
1786 – A coca é registrada na Enciclopedia Botanica de Lanmark na família das eritroxilaceae, no gênero erythroxylum
1859 – O alemão Albert Niemann isola um alcaloide da Coca e o chama de “cocaína”
1863 – Se produz, na França, o primeiro vinho de coca
1884 – Sigmund Freud publica “Sobre a Coca”.
– John Pemberton, nos EUA começa a produção de coca-cola
- Karl Koller usa a cocaína como anestésico
- Começa, na frança, a produção de cocaína
1901 – Mortimer, nos EUA, publica sua obra monumental: “Historia de la coca”
1976 – A Universidade de Harvard publica o primeiro estudo nutricional da coca
2009 – Se inaugura o primeiro museu da Coca, no Peru.

Leitura da Coca

Método profético de origem pré-inca que até hoje se pratica por indivíduos que herdam o dom de algum parente próximo e, ao se colocarem num estado de consciência mais elevado, invocam o espírito da coca para que lhes dê clareza acerca de uma determinada questão, baseando-se, para a interpretação, nas características e localização das folhas.
Na filosofia andina, a Coca foi presenteada aos povos para guiar e curar e, com a junção do natural com o espiritual, se pode utiliza-la para saber de questões acerca da vida.


Trepanações cranianas

Na civilização Inca se praticavam as trepanações com os propósitos de eliminar fragmentos de ossos e armas que ficavam no crânio após acidentes bélicos; de aliviar dores de cabeça, infecções, demencia, convulsões e para extrair coágulos. Para a cirurgia, se utilizavam emplastros de coca como anestésico local e antiinflamatório e os instrumentos utilizados eram de bronze e obsidiana. Para que a ferida sarasse, eram conchas marinhas ou placas de prata ou bronze.
Comprovou-se uma grande porcentagem de casos exitosos de pacientes que viveram por muitos anos depois destes tipos de cirurgias, o que evidencia o amplo conhecimento de anatomia que tinham esses cirurgiões.

Alterações nas formas cranianas

Prática que consistia no amarre de pequenas tábuas no crânio (ainda em formação) das crianças como indicador de que a pessoa pertencia à nobreza ou por algum fim religioso. Antes, porém, de se amarrarem as tábuas, colocava-se no local uma pasta feita à base de coca e outras plantas, utilizada como analgésico.


Glossário de termos tradicionais no uso da Coca


Calero: Pequeno porongo onde se guarda a cal viva, que contém uma agulha ou osso para retirar a cal e colocá-la no “bolo” de coca.

Chacchar: Fazer um bolo de folhas de coca na lateral da boca, entre os dentes e a bochecha, deixá-las que se umedeçam e ir extraindo o suco através de um mastigar suave. Para que se obtenha o máximo de benefício desse ato, é necessário que se agregue uma substância alcalina, como cal vivo, cinza (chamada “Llipta”, normalmente uma mescla de chaco, uma argila encontrada na região de Puno-PE e na Bolívia, cinza de estévia e de quinoa ou banana), ou apenas bicarbonato de sódio. Depois de 40 minutos a uma hora, ou quando já não se sente o sabor original, se retira o "bolo" e o devolve para a terra.

Checo: Ver Calero.

Chuspas: Pequenas bolsas de tecido onde se levam as folhas de coca.

Llipta: Substância alcalina preparada com a cinza dos talos de plantas próprias a cada zona e se utiliza com a coca para que se extraia o máximo de nutrientes da coca.

Poporo: Ver Calero

Pucucho: Bolsas de couro para transportar as folhas que conservam muito mais suas propriedades.

Unkuñas: Pequenos panos utilizados para levar coca em cerimônias religiosas e eventos sociais.

Valor Nutricional das folhas de Coca*

Em 200ml de leite integral, temos disponível 250mg de Cálcio, do qual será absorvido pelo corpo apenas 30%¹. Em 100g de folhas de Coca, temos quase 8,5x mais cálcio, sendo que a quantidade de cálcio recomendada para uma pessoa na faixa dos 30 anos seria de 1000mg e por isso se estuda o uso das folhas de coca mascadas e em forma de chá e suplemento alimentar para reduzir a osteoporose e melhorar a saúde dental.

*Variam de acordo com a espécie, local e modo de plantio.


¹De acordo com BUZINARO, ALMEIDA, MAZETO, em “Disponibilidade do Cálcio Dietético” disponível em <http://www.scielo.br/pdf/abem/v50n5/32222.pdf> Acesso em 11/08/2016.

Finalizando a visita

O museu se divide em 5 pequenos espaços, tendo o último sido deixado para o (mau) uso atual da coca sagrada das civilizações Inca e pré-inca, onde se expõe sobre os riscos do uso da cocaína e apresenta-se um quadro que indica que são necessários 30 kg ou mais de folhas de coca para se produzir menos de 100g de cocaína, que contém em sua composição alguns elementos como amoníaco (presente em produtos de limpeza) e o ácido sulfúrico (presente em pilhas) e também para apresentar pessoas da atualidade que utilizam e defendem a Coca como elemento cultural central das culturas andino-amazônicas.

Na saída do Museu fica uma loja de artesanatos e produtos feitos à partir da folha de coca, como um chamado à que se volte a utilizar no dia-a-dia essa folha sagrada na sua forma natural, pois a planta não é a droga e, por isso, não deveria ser ou não legalizada/proibida nos países ao redor do mundo.
 Figura 9: Artesanato, vinho, sabão e cerveja de coca.




Figura 10: Gracias por su visita! ;)


P.S.: Ficamos tão amigos da guia nessas duas visitas ao museu que, ao final da visita, ela nos regaló (presenteou) um pacote de toffees de Coca hahahaha.


Thursday, 11 August 2016

Uxi Amarelo (Endopleura uchi)

O UXI AMARELO (Endopleura uchi) é uma árvore da família Humiriaceae que dá origem a um fruto típico da região amazônica, de cor amarelo-escura, muito rico em gorduras. Este fruto pode ser consumido ao natural ou usado na preparação de sorvetes, picolés e refrescos e dele pode-se extrair um azeite rico em vitamina A, usado na alimentação; no preparo de sabão e medicinalmente, em enfermidades da mulher, como miomas, inflamações do útero e ovários policísticos.

Usos medicinais mais conhecidos e estudados
Pó do interior da semente para cobrir manchas na pele e aliviar coceiras; o chá da casca para tratar cáries, candidíase, amenizar desordens menstruais, melhorar a circulação sanguínea e desfazer coágulos, para diabetes e colesterol alto, aumentar a fertilidade, sendo bastante utilizado em conjunto com a unha de gato para tratar miomas e outros tipos de cânceres, abcessos, infecções urinárias, inflamações uterinas, ovário policístico, úlceras gástricas, quistos, hemorragias, prostatite, AIDS, herpes, dentre outras enfermidades.

Como utilizar o Uxi Amarelo
Chá da casca [podendo ser em conjunto com unha de gato, sucuuba e barbatimão, para aumentar seus efeitos]: devendo ser tomado 3x ao dia, por 3 meses. Coloca-se para ferver um total de 30g das ervas secas para um litro de água e deixa-se ferver em recipiente tapado por 10 minutos, ou até que a cor esteja forte. Desliga-se o fogo e deixa-se o chá descansar por cinco minutos antes de coar e estar pronto para tomar.

Contraindicado para mulheres grávidas ou em fase de lactação.

Como extrair o óleo de Uxi:
Selecione 500 frutos maduros e lave-os bem. Raspe os frutos e coloque a polpa e a casca numa vasilha com água. Leve a mistura ao fogo e mexa com uma colher enquanto ferve. O óleo estará pronto quando a água secar. Com pouca polpa, leva 1 hora para obter o óleo; com 500 uxis leva 2 horas fervendo. Quinhentos uxis bem carnudos podem dar 2 litros e meio de óleo. A qualidade do óleo de uxi é tão boa quanto a do óleo de oliva.

Como adquirir o chá de Uxi Amarelo + Unha de gato:
- Em <http://www.chaecia.com.br/multiervas-miomas-unha-de-gato-e-uxi-amarelo>
- Nas casas de chá da sua cidade, comprando uma porção de 100 a 150g de cada um, e misturando-os em casa.

Referências
<http://chabeneficios.com.br/cha-de-uxi-amarelo/> Acesso em 23/12/2015
<https://www.trocandofraldas.com.br/produto/cha-de-uxi-amarelo/>
<http://www.plantamed.com.br/plantaservas/especies/Endopleura_uchi.htm>
http://www.ecodebate.com.br/2012/08/20/endopleura-uchi-pesquisa-comprova-acao-antimicrobiana-de-planta-amazonica/
SHANLEY, P.; SERRA, M. Frutíferas e plantas úteis na vida Amazônica. 2ª ed. Bogor, ID: cifor, 2010 Pág. 148-158.
Imagem 1 <www.availableseeds.com> Acesso em 11/08/2016.
Imagem 2 <http://www.chaecia.com.br/multiervas-miomas-unha-de-gato-e-uxi-amarelo>


Wednesday, 10 August 2016

Erva Doce (Pimpinella anisum)

Espécie herbácea aromática da família Apiaceae utilizada na culinária, na perfumaria e como aromatizante de bebidas, a Erva Doce (Pimpinella anisum), também é uma planta medicinal, que reduz gases e inchaço; diminui problemas estomacais e cólicas intestinais; tem efeito calmante e serve como um bom anti-séptico bucal.


Principais nutrientes da erva doce¹
A erva doce conta com boas quantidades de potássio, um eletrólito importante que se concentra no interior da célula e ajuda a reduzir a pressão arterial e a regular o ritmo de batimentos cardíacos.
Contém vitamina C, que ajuda o organismo a desenvolver resistência contra agentes infecciosos e prejudiciais e a combater os radicais livres pró-inflamatórios. Também apresenta pequenas quantidades de vitamina A, vitamina B6, ácido fólico, niacina, riboflavina, tiamina, cobre, ferro, cálcio, magnésio, manganês, zinco e selénio.
Contém ácido málico, que é derivado de alimentos de origem vegetal. Os sais de ácido málico, conhecidos como malatos, são intermediários do ciclo de Krebs e ajudam no processo de produção de energia intracelular. Ajuda a melhorar as funções digestivas do estômago através do fornecimento de hidrogênio suficiente para a produção do ácido gástrico. Uma baixa produção de ácido clorídrico (ácido gástrico) é uma condição muito comum e potencialmente grave, chamada hipocloridria, que pode causar algumas enfermidades e deficiências de nutrientes. Vários nutrientes minerais são dependentes de quantidades adequadas de ácido do estômago, incluindo o cálcio, magnésio, zinco, sódio, cromo, cobre, manganês e selênio. O ácido málico pode também ajudar a desintoxicação celular de metais tóxicos, em especial de alumínio e estrôncio.
O ácido cafeico, substância antioxidante que está presente na erva doce juntamente com outros flavonoides também são importantes porque aumentam o nível de glutationa, nossa principal defesa antioxidante, sendo também um supressor eficaz da inflamação crônica. A erva doce ainda conta com fibras que retardam o esvaziamento gástrico, evitando picos glicêmicos e contribuindo para o melhor funcionamento do intestino.
A erva doce ainda possui anetol, que estimula as glândulas e a musculatura do tubo digestivo, aumentando a salivação, secreções pancreáticas e biliares e aumentando a competência digestória, diminuindo gases e cólicas.




Dica Raíces de la Tierra!

Como utilizar a erva-doce:
Chá das sementes: 3 col de sopa das sementes para um litro de água; deixar ferver por 3 minutos, desligue o fogo e deixe a infusão tapada por cinco minutos. Coe e tome trinta minutos antes das refeições.
Chá das folhas: em um litro de água, coloque 6 colheres de sopa de folhas secas para ferver por 30 segundos em recipiente tampado. Desligue e deixe descansar por 5 minutos.
Sementes mascadas após as refeições (1 col chá) para aumentar a salivação e a produção de suco gástrico, melhorando a digestão e diminuindo os gases, além de agir como anti-séptico bucal, mascar por 3 a cinco minutos e depois descartar as sementes.
Culinária: no preparo de geleias, pães, biscoitos e bolos, colocar a quantidade à gosto.


¹Principais nutrientes da erva-doce e Imagem 2 <http://www.minhavida.com.br/alimentacao/tudo-sobre/17990-erva-doce-diminui-problemas-estomacais-e-gases?utm_source=social&utm_medium=facebook&utm_campaign=alimentacao> Acesso em 10/08/2016.
Imagem 1: <gernot-katzers-spice-pages.com>